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Apresentação

A Comunidade Jessênia é o elo moderno da Corrente de Escolas de Mistérios Ocidental, corrente essa que, iniciada há mais de 2000 anos com a Fraternidade Essênia, manifesta hoje, por meio de recursos modernos, o ensinamento cabalístico e gnóstico cristão cuja finalidade é iniciar discípulos no processo de Transfiguração e Libertação.

A marca principal da nossa Escola é, portanto, o dualismo filosófico moderado, praticado por aqueles essênios que, após os anos 60 e 70 d.C., aderiram ao cristianismo palestino e sírio, ou tornaram-se, no Egito, cristãos da Corrente de Mistérios Naassênia.

Entre os séculos II e IV d.C. essas correntes cristãs vindas dos essênios cristãos formaram duas grandes Escolas de Mistérios: a Escola Gnóstico-Basilidiana e a Escola Gnóstico-Valentiniana.

No século IV, quando tem começo a romanização do cristianismo geral, o cristianismo gnóstico valentiniano, então organizado segundo uma doutrina que assimila os ensinamentos de Paulo Apóstolo, dos Naassênios, dos Basilidianos e dos Ofitas, presenteia o mundo com o Evangelho da Pistis Sophia.

Nesse Evangelho a Gnosis valentiniana irá colocar a coluna doutrinária básica do cristianismo gnóstico ao afirmar que Deus desceu com seu Espírito na forma de Pomba, no início da Criação (Gênesis 1: 2 e 3), e no início do Mistério de Jesus (João 1: 32 e Mateus 3:16 e 17), ao seio das águas ali se tornando uma força luminosa e acústica com poder regenerador da vida humana e da vida cósmica e macrocósmica da Criação.

Também surge no século III d.C., de dentro do grupo essênio-cristão dos Elkessaítas, Mani-Apóstolo e a Corrente Gnóstica Maniquéia. Entre os séculos IV e VIII, as Correntes de Cristianismo Gnóstico ofertam ao mundo Escolas de Mistérios tais como a dos Paulicianos, dos Priscilianistas, dos Anabatistas, etc.

No século IX Bogomil oferta à humanidade uma versão de Paulicianismo como forte reformulação da Gnosis Valentiniana e da Gnosis Maniquéia e instala na Bulgária o ensinamento dualista moderado, essencialmente baseado no Mistério Batismal, no Mistério da Refeição Sagrada e no Mistério da Unção.

Assim Bogomil coloca a sua Escola de Mistérios próxima das antigas Escolas de Mistérios como a de Eleuses, da Samotrácia ou as Escolas de Osíris e de Hermes Trismegistos, e também perto das correntes egípcias de Gnosis derivadas do ensinamento de Paulo Apóstolo.

No século XII reaparece dentro do Bogomilismo uma corrente de ensinamento do dualismo radical chefiada por um grande homem bogomilo de nome Niquetas, em Constantinopla, hoje Istambul, importante cidade da Turquia. É essa corrente que iria tornar-se Catarismo no norte da Itália, no sul da França e na Catalunha Espanhola, entre os séculos XII e XIII.

O Catarismo de Montségur, do Ariège e da Catalunha formaria novamente uma corrente dualista próxima da moderada, e amiga íntima da Cabaláh que nascia, então, na Provença Francesa e na cidade catalã de Girona.

No século XIV essa corrente de encontro do Catarismo catalão com a Cabaláh de Girona e de Provença daria origem ao Rosacrucianismo.

O Rosacrucianismo nasce, então, da necessidade de se dar continuidade e novo elo à Corrente de Escolas de Mistérios do Ocidente, e seu símbolo maior é a Cruz com Rosas e o ensinamento dualista nas versões radical e moderada.

Entre o dualismo radical e o moderado é que surge, em Setembro de 2001 no Ocidente, e em 1978/79, no Oriente, a Escola de Mistérios dos Jessênios.

Com forte tendência ao dualismo moderado, os Jessênios reafirmam os antigos postulados dos Mistérios: há um mundo divino e da Luz, e há um mundo anti-divino das Trevas; há dois tipos humanos: os Filhos da Luz e os Filhos das Trevas; há dois caminhos: um que conduz para a vida, o outro que aprisiona o homem no reino da morte; há dois senhores neste planeta Terra: o Anjo da Luz e da Verdade, e o Anjo das trevas e da Mentira; o Bem permanecerá, pois em tempos distantes do futuro haverá a apocastase ou o retorno de tudo à Natureza Original; o mundo da Luz, que os gnósticos chamam de Pleroma, é onde habitam Deus-Logos e Seus Anjos, bem como as Almas humanas transfiguradas; o mundo das Trevas, que os gnósticos chamam de Kenoma, é onde está Adão Belial, ou o Homem decaído, e este homem jaz aprisionado nas trevas desse mundo, estando distante de sua antiga natureza angélica original denominada Árvore da Vida.

Deus-Logos enviou para a Terra das Trevas, para o Kenoma, um ramo da Árvore da Vida com o nome de Cruz com Salvador. Desse ramo da Árvore da vida escorre a Água Batismal, os Frutos sagrados da Uva e do Trigo, para uma Refeição Santa, e também escorre desse ramo o Óleo que é a Unção do Paracleto.

Esse ramo é aqui, na Terra, no Kenoma, uma Cruz que Forma Doze Frutos (Apocalipse 22: 1 e 2), a que denominamos Ekklesia Santa. Essa Ekklesia é a Comunidade ou Escola de Mistérios, em suas multivariadas manifestações, dentre elas a da Comunidade Jessênia.

A Comunidade Jessênia abre suas doze portas para doze tipos humanos diferentes. Aqueles que anelarem a instrução gnóstica libertadora, ensinada pelo Hierofante ou Mebaker Jodachay Bilbakh, e seu auxiliador, Ibny Joshai, podem pedir seu ingresso mediante uma expressão de adesão décupla abordada nos três livretes gratuitos denominados CONTATO1, CONTATO2 e CONTATO3, distribuídos por download em nossa homepage.
 

 

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